domingo, 29 de maio de 2011

Infelizmente

As coisas sempre foram muito difíceis pra nós, talvez as intrigas, as mentiras... Mas, acredito que a distância seja a maior causadora disso tudo. E se ao menos você se esforçasse, ou te importasses mais, em romper as barreiras que impedem tua companhia aqui, poderia haver uma segunda alternativa.
Sozinha eu remei demais o nosso barco, remei por muito tempo... O que me fez procurar uma maneira de atracá-lo agora. Já não aguentava o cansaço de recomeçar do zero, na esperança de reencontrar motivos, que o fizessem se interessar em buscar um lugar, onde as tempestades não naufragassem o barco.
A gente contornou grandes marés, e fortes correntes que nos levavam para longe. Hoje o barco (você) continua intacto, talvez com alguns arranhões mas é só. Os remos (eu) já corrompidos não servem pra nada. A não ser pra lembrar que o barco não sairia do lugar se não os existisse a bordo; Em borá os remos também nem seriam úteis, se não houvesse o barco. Ah... Sem esquecer também da ancora, que manteve barco e remos, em um estagio confortavelmente seguro por algum tempo.
E esta tal “ancora” é a nossa historia que agora adormeceu, no fundo dum mar esquecido, mas que... Pode voltar pra superfície, e ver novamente o sol.
Basta que um dos ex-tripulantes relembrem que, barco remos e ancora,nadam juntos, pra um mesmo lugar.

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